| Pedrinho: Político experiente |
Pedro da Costa Leite (PTB), exerce atualmente o mandato de vereador na casa de Lindalva Buarque de Melo. Foi vereador na gestão de 1982 a 1986, casado com Maria Tereza Calheiros– ex-prefeita de Messias – foi uma espécie de secretário particular do então prefeito Antonio Rodrigues Calheiros, o Nino Calheiros. Nesta época, Pedrinho comandava a prefeitura e tomava as decisões mais importantes do município. Sexta-feira, 25, conversamos com o vereador sobre assuntos diversos, desde a gestão de seu Nino, até os dias de hoje.
Alagoasdeolhonanoticia- Como ocorreu sua trajetória política e como foi o governo de Nino Calheiros?
Pedro da Costa Leite- Fui vereador em 82 comandei o município de fato porque de direito tinha o prefeito do município que era o Sr. Antonio Rodrigues Calheiros. Quem comandava o município era eu em todo o ponto de vista. O Djalma participava, mas, não era tanto quanto eu. O Djalma Elói era queimado com o Nino [Calheiros] não sei por quê. Naquele tempo, o Djalma era um garotão, ele não era um cara atualizado, nem compreensível, era um meninão. E daí por diante, ele passou a ser antipático diante de seu Nino que o afastou das decisões da prefeitura. Djalma começou a reivindicar qualquer coisa e o prefeito não gostou e rompeu. Ele criticava o seu Nino, mas aquilo era da política não é? Mas que na verdade, o Djalma hoje é um homem íntegro. Um dos cidadãos de bem de Messias, se chama Djalma Elói. Ele amadureceu e mudou muito.
AON- Como ocorreu sua eleição para prefeito?
PCL- Minha eleição de prefeito foi por conta de meu desempenho como vereador. Eu comandava o município e seu Nino dava todo apoio e eu fazia aquilo que era necessário para o bem do povo e em prol do município. Aí ganhei a eleição. Fui o vereador mais votado aqui do município, puxei sete vereadores comigo, eu tive 358 votos na época quando Messias tinha 3.200 eleitores. Meu mandato eu desenvolvi bem na segurança, na limpeza pública, eu era um prefeito dedicado ao povo, ao município, eu me acordava cedo e ia para as ruas, para olhar o que estava faltando fazer. Eu fiscalizava, tinha acesso a tudo na administração, eu era dedicado ao município e ao povo.
AON- Qual a comparação que você faz der seu governo e o de Jarbinhas?
PCL- O meu governo foi 90% melhor do que o de Jarbinhas. Eu 100% e ele 90%. O meu foi muito melhor, eu era um prefeito do povo, dedicado, filho daqui. Não é a toa que meu pai foi o primeiro prefeito de Messias nomeado pelo major Luiz Cavalcante, e com o apoio do governador Lamenha Filho. Depois disso, veio uma seqüência de prefeito da família Calheiros que se dedicaram ao município, porque nós éramos daqui e sabia o que o povo precisava.
AON- Mas o Jarbinhas fez muito mais que você...
PCL- O que eu fiz foi muita dedicação ao povo e ao município, e trabalhar naquele tempo com pouco dinheiro, muito pouco dinheiro, mas a gente botava a mão na obra. Meus filhos eram tratoristas e motoristas, e eu era um homem dedicado exclusivamente ao município. Jarbinhas pegou um governo muito bom, o melhor que o Brasil já teve que era o Lula. O Lula soltou muito dinheiro para todos os municípios. O Lula mandou mil casas, é muita coisa, é coisa de se admirar. Então, o seu Jarbinhas dedicou-se ao município e foi inteligente, construiu casas e com isto, ganhou prestígio e liderança. Esse foi o primeiro fator. Apoio do governo federal, em dinheiro, apoio do governo estadual e ele ganhou a simpatia do povo é carismático e ganhou liderança, até porque, ele não é um cara mal, não é uma má pessoa, não vou dizer que jarbinhas é uma pessoa ruim, ele é um garotão. Eu o conheci com quatro anos de idade, fui muito amigo do pai dele, ele é uma pessoa excelente.
AON- Qual o motivo das oposições na se unirem?
PCL- A oposição é desunida aqui, por causa da ambição política. Tem gente aqui que não tem condições de ser político nem mesmo de ser vereador, e quer logo ser prefeito. Nisto desmantela tudo, desmantela o quadro. Tem gente aqui que só quer aparecer e ganhar dinheiro com eleição.
AON- Como senhor analisa a administração de Vânia Omena?
PCL- A administração de Vânia Omena é péssima. Ela é uma pessoa excelente não tenho nada contra ela. Eu fui informado esta semana que ela disse: “Mas Messias é só lama, a gente quando bota o pé fora do carro é na lama, eu dou por vista como não está o meu nome aí”. Foi quando uma pessoa disse: ”No cacete prefeita”.
AON- Gostaria que o senhor comentasse sobre algumas personalidades políticas de Messias: Messias Lino, Djalma Elói, Zacarias Pichilau, Jarbinhas, Almir da Costa Rego, Fabrício Ranieri e Luiz Emílio Omena.
PCL- Messias Lino é muito fraco para ser candidato a prefeito. Primeiro o homem para ser candidato a prefeito do município ele tem de ter credibilidade, ter confiança do povo e transmitir sua confiança ao povo, e isso, Messias Lino não tem.
Djalma Elói- Djalma Elói hoje é um cidadão de bem. Se o povo reconhecesse o que é um homem de bem hoje, Djalma Elói seria o prefeito de Messias.
Zacarias Pichilau- Zacarias é um mentiroso. Ele não segura o que diz. Menti muito e isso para o município é muito ruim. Outra coisa mais: Zacarias é um homem misterioso. Vive de vidro fechado em um carro importado, ninguém tem acesso a Zacarias. Anda em péssimas companhias. Quando passa o carro dele, ninguém sabe se é ele ou não, porque só vive de vidro levantado para não ser reconhecido.
Jarbinhas- É um menino bom, não tenho nada contra jarbinhas. Ele é uma pessoa excelente, garotão, novo, ele é humilde, felizmente ele é humilde para o povo, isso é muito bom.
Almir- Prepotente, radical, sem condições de ser candidato a prefeito, sem a mínima condição. Ele quer ser o que não é. Já comprovou e se candidatar outra vez, vai ser pior. Não tem futuro.
Fabrício- É um menino novo. Você sabe quando a mocidade hoje se dedica a uma coisa é forte. Pode ser que amanhã, ele seja um futuro candidato. Ele disse que tem dinheiro, mas o dinheiro não é tudo na política, você sabe disso. Uma coisa que em nosso país não, acaba nunca é a compra de votos. Não tem justiça no mundo que consiga acabar com isto. Se ele tiver apoio de empresários do Estado, ele pode chegar à prefeitura tranqüilo. Não é tão difícil assim.
Luiz Emílio- Grande cidadão. Inclusive eu tive no banco ontem e o cara do banco disse a mim que ele é muito cuidadoso muito habilidoso. Para o Luiz Emilio só falta uma coisa: Ser humilde ser um pouco o Jarbinhas. O problema que ele vai enfrentar é sua prepotência.
Vânia Omena- A Vânia é uma senhora que comanda hoje o município, mas ela não está muito dedicada ao povo, deixa muito a desejar com sua administração. Ela é uma excelente pessoa, mas como administradora deixa a desejar.
AON- O senhor é candidato nas próximas eleições?
PCL- Não sei, Talvez. Se Deus quiser e permanecer lúcido como estou possivelmente eu vou à reeleição.
AON- Como o senhor ver a atuação da Câmara de Vereadores?
PCL- A Câmara é o seguinte: Oito vereadores hoje são da parte do Luiz Emílio. Eu não sou contra, eu faço o meu. Se a prefeita não manda nenhum projeto para aprovar nojento, manda projeto limpo, nós aprovamos tranqüilamente.
AON- Enquanto muitos esperavam uma estupenda votação, o senhor decepcionou. Por quê?
PCL- Na época Fernando Pichilau, filho de Zacarias, foi muito radical contra seu Jarbas Maya de Omena e seu Luiz Emílio, e ele fazia parte da minha coligação. Se eu tivesse uma grande votação eu tinha puxado Fernando comigo, coisa que seu Jarbinhas e Luiz Emílio não queriam, e tentaram derrubar nós dois. Felizmente, eu era um cara bem cotado e tinha muitos serviços prestados em Messias, e eles não conseguiram me derrubar. Quem entende de política sabe que estou dizendo.
AON- Houve, no mês passado, uma reunião a portas fechadas na residência do senhor Fabrício Ranieri. Ele realmente é candidato a prefeito?
PCL- Foi um jantar que ele fez, tomei uma cervejinha, eu demorei lá uma hora.
AON- O senhor está escondendo o jogo?
PCL- Não, simplesmente, ele falou que tem quatro empresários fortes em Alagoas que disse que irá fazer de tudo para que ele conquiste a prefeitura. Um deles eu conheço, mas, deixa pra lá.
AON- É verdade que vocês estão articulando trazer um nome de outro município para enfrentar Luiz Emílio?
PCL- Olha, segundo palavras de seu Renan Calheiros, que é muito equilibrado em política, ele diz o seguinte: que o candidato da oposição em Messias tem que sair daqui de Messias e o vice de Messias. Tem que unir toda a oposição em torno de um candidato, mesmo que ele não seja político seja uma renovação como candidato. Com o apoio de Renan Calheiros, Olavo Calheiros Remi Calheiros, Renanzinho.
AON- Como tem sido sua atuação como vereador?
PCL- É uma atuação de adversário, não radical. Pedi através de requerimento a prefeita pra colocar câmera naqueles locais estratégicos, onde se recebe dinheiro e se paga dinheiro. No banco Bradesco, na loteria, na farmácia, na casa do Fabrício, no correio, na prefeitura, e o vereador Marcos Valério não aceitou a minha proposta. Ele foi contra e disse que a responsabilidade era do proprietário como acontece em todo município. Mas eu digo que, dentro das residências tudo bem, mas, lá fora a responsabilidade é da prefeitura como acontece em todos os municípios. Nesse roubo que houve agora na loteria, os ladrões esperaram a polícia ir embora para cometer o assalto. O Marcos justificou que não era da alçada da prefeita. Pedi estádio de futebol, pedi um muro de contenção aqui na Rua José Idelfonso prado de Omena, para evitar desabamentos em cima da rua lá do matadouro, pedi a ela para tirar a água do Posto Texaco que cai na Rua Tomaz da Rocha Leite onde tem um buraco enorme, nada disso ela fez. Ela não realiza porque ela não quer que a administração dela vá à frente. Se fosse outro vereador talvez ela fizesse, mas como sou da oposição. Outra coisa, estas obras não seriam com recursos da prefeitura, isto seria com recursos dos ministérios do esporte e ação social. Os vereadores aprovaram, mas você sabe como é os bastidores da política...
AON- Qual a análise do governo de Teotônio Vilela?
PCL- Sergipe é um canteiro de obras. Alagoas está lá embaixo, sem falar na violência que é uma miséria aqui no Estado. Aqui em Messias é uma desgraça, ninguém tem segurança, aqui chegou ao ponto de ninguém poder está na porta conversando com amigos na calçada porque chegam os bandidos aqui e leva tudo e se reagir morre.
AON- Qual a nota que o senhor daria ao governo tucano?
PCL- Dou nota quatro para ele. Péssimo, o governo dele é fraco e todo mundo está assustado com os assaltos, com a bandidagem, violência em Alagoas e em Messias não é diferente. Dorme muito, bebe muito e cochila muito como disse o deputado Olavo Calheiros. Ele demora a construir as obras e é muito fraco principalmente na segurança ai que ele é fraco. Alagoas nunca passou um tempo tão difícil na segurança publica como agora neste governo.
AON- Por que o deputado Olavo Calheiros (PMDB) faz severas críticas ao governo Téo Villa?
PCL- Existe muita política nisso. Ele critica muitas vezes com razão, porque o governo de Téo é fraco, mas, tem política por trás de tudo isso.
AON- Como ganhar a eleição em Messias?
PCL- União das oposições, dinheiro, dedicação, muito trabalho e confiança do povo. É esse o mistério.
AON- O senhor anda na bronca com a forma como foi distribuído a s praças do Sintax. Por quê?
PCL- A lei do Sintax foi aprovada porque era uma necessidade ao povo de Messias, mas, os vereadores estão fazendo negócios com isto e estão vendendo as linhas, se o Ministério o Público tomar conhecimento vai dar cassação de mandato. Eu estou na minha, não ganhei, mas isso passa.
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